quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O texto na era digital

Para além do internetês, a internet está mudando a maneira como lemos e escrevemos
Por Edgard Murano (Revista Língua Portuguesa)

Na ponta do lápis: escrever tornou-se uma atividade mais banal depois da internet, consequência de blogs, e-mails e redes sociais
Houve um tempo em que o hábito de manter cadernos de anotações era algo bastante corriqueiro. Os chamados de "livros de lugares-comuns" (ou commonplace books) eram utilizados pelos leitores para o registro de trechos e passagens interessantes com que se deparavam em suas leituras. Mas além de transcrições, esses cadernos também reuniam apontamentos sobre a vida cotidiana, conforme relata o historiador Robert Darnton em A Questão dos Livros (Cia. das Letras, 2009, p.164). Essas informações eram grupadas e reorganizadas à medida que novos excertos iam sendo acrescidos. O hábito espalhou-se por toda a Inglaterra no início da era Moderna, e muitos escritores famosos - entre eles John Milton e Francis Bacon - cultivaram essa maneira especial de absorver a palavra impressa, fundada na não linearidade e na fragmentação da informação.

Tradição viva
Hoje, com mais de 37 milhões de usuários de internet só no Brasil, essa tradição de escrita parece mais viva do que nunca, impulsionada por novas tecnologias e amplificada pela comunicação em rede. Não é exagero afirmar que e-mails, blogs e redes de relacionamento já deixaram sua marca na produção textual contemporânea. Para o escritor Michel Laub, autor dos romances O Gato Diz Adeus e Longe da Água (ambos pela Cia. das Letras), a internet tornou os textos mais naturais e coloquiais, embora não seja a única responsável por essas mudanças.
- O texto da internet é um texto em geral mais coloquial, menos "literário", no sentido de ser mediado por truques de estilo. A internet não inventou a coloquialidade, mas fez com que ela passasse a soar mais natural para muito mais gente e, estatisticamente ao menos, virou um certo padrão - afirma.
Com cada vez mais usuários - o acesso à rede no Brasil aumentou 35% entre 2008 e 2009 - a internet está criando novos hábitos de comunicação entre as pessoas, que acabam se adaptando às facilidades da nova tecnologia. Isso vale tanto para a leitura, em vista da profusão de textos veiculados na rede, quanto para a escrita, principal meio de expressão do internauta (pelo menos até que as conversas "via voz" se tornem mais corriqueiras).

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

ATENÇÃO 5ª SÉRIE!
ESTRUTURA DOS TRABALHOS DE PESQUISA

1. CAPA - Conforme modelo

2. FOLHA DE ROSTO - Conforme modelo

3. INTRODUÇÃO - Escrever do que se trata o trabalho e qual sua intenção ao fazê-lo.

4. DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO - Colocar todo o conteúdo da pesquisa realizada, com suas palavras, de acordo com o que foi solicitado pela professora.

5. CONCLUSÃO - Falar o que você aprendeu ao realizar o trabalho e qual utilidade a pesquisa terá em sua vida escolar.

6. REFERÊNCIAS - Em folha separada, escrever as fontes utilizadas para a pesquisa (sites e livros), em ordem alfabética. Exemplo:

AMORIM, Galeno (org). Retratos da Leitura no Brasil. Instituto Pro-livro, 2007.

BRAGA, Patrícia Colavitti. O Ensino de Literatura na Era dos Extremos. Revista Letra Magna, São José do Rio Preto, Ano 03, n. 05, 2. Semestre 2006. Disponível em: http://www.letramagna.com/literatura.pdf/. Acesso em: 28 maio 2007.

GIL, Gilberto. Cultura digital e desenvolvimento. Aula Magna Proferida pelo Ministro Gilberto Gil na Usp. Ministério das Comunicações, 10 ago. 2004. Disponível em: http://www2.cultura.gov.br/scripts/discursos.idc?codigo=1119/. Acesso em: 25 jun. 2007.

MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1983.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

VOLTA ÀS AULAS

Olá, alunos

Espero que tenham se divertido muito nessas férias e voltem animados para a escola. Temos muito o que aprender em 2011. Aguardo vocês ansiosamente.

Abraços,

Professora Franciela